Escavo meus abismos,
mas queria caminhar os nossos.
Por isso, canto.
Como uma ave canora
que para isso nasceu...
Sussurro lágrimas...
como um vento quieto
que rola sobre o asfalto
o que sobrou
dos aguaceiros de dentro.
Escavo meus abismos...
choro sobre eles...
é assim que nascem os rios...
para seguir a vida
sempre em frente,
sempre em busca do Mar...