Repousa comigo a manhã de folhas mortas.
Repousa em silêncio - de abrigo!
Como a névoa que ressoa seus acordes,
a bruma - manto enquanto dormes!
Ah! Se choro meus ais nestes ares.
Se sigo meu caminho de pesares...
Também ouço dos pássaros seus ensejos!
Leves acordes num céu de arpejos!
E nas brumas que erram pelos espaços
vai minh’alma em silêncio e desalento,
colhendo das memórias seus cansaços.
Mas sobre a névoa tênue do momento
paira um clarão sereno em doces laços,
como um sonho velando o pensamento.
Intertexto com Manhã de Folhas Mortas
do Poetamigo ThiagoRodrigues