Maria
Prosa e Poesia
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Textos

Entre brumas e celestes arpejos

Repousa comigo a manhã de folhas mortas.

Repousa em silêncio - de abrigo!

Como a névoa que ressoa seus acordes,

a bruma - manto enquanto dormes!

 

Ah! Se choro meus ais nestes ares.

Se sigo meu caminho de pesares...

Também ouço dos pássaros seus ensejos!

Leves acordes num céu de arpejos!

 

E nas brumas que erram pelos espaços

vai minh’alma em silêncio e desalento,

colhendo das memórias seus cansaços.

 

Mas sobre a névoa tênue do momento

paira um clarão sereno em doces laços,

como um sonho velando o pensamento.

 

Intertexto com Manhã de Folhas Mortas

do Poetamigo ThiagoRodrigues

Maria
Enviado por Maria em 13/03/2026
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