Sussurro silêncios no sopro de um vento interior.
Desses, que passam pelas casas antigas
e movem cortinas, deixando no ar
um perfume de tempo e esperas.
O dia deixou esses rastros de melancolia serena,
de não saber o Andor do Sol,
de desconhecer o caminho da Vida.
Na solidão, a tristeza tornou-se vívida
no peso da lágrima, na saudade profunda
que se recolhe em si mesma
e se transforma em desejo de encontro.
Sussurro silêncios no sopro de um vento interior...
pedindo um vento da alma,
um movimento invisível que recolha os silêncios,
atravesse o coração e acenda em mim, suavemente,
todas as brisas e luzes da esperança.