Na solidão do dia, os pensamentos seguem quietos. Calados, se agigantam em cachoeiras na pupila de nuvem. Espio a janela do tempo profundo e só encontro ausências e silêncios. Talvez sejam novos decretos impostos pelo senhor do meu destino. Uma dor surda invade o peito. Um sentimento de impotência e de pequenez diante o imensurável das horas infindas. Sei que ninguém perde o que nunca teve, mas sinto que perdi. E a dor de meus pra dentro se explicita no grito silencioso da alma que se desenha poema na tessitura deste papel em branco.