Maria
Prosa e Poesia
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Textos

Costurando Solidões

O tempo, arguto,

costura solidões

às águas de dentro.

 

São profundas

as marés da alma -

tempo presente,

mundo dos vivos

que juntam mãos

e pedem, em oração:

 

- me dê um beijo,

me toque a face

com as cores

de tua canção…

 

Assim…

como num caleidoscópio

de luzes,

ou uma ampulheta

cuja areia -

amarelada pelo tempo -

 

desliza

de volta

ao passado

de cartas

e belezas

 

que não ousaram

mais existir.

Maria
Enviado por Maria em 01/04/2026
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