Também vivo
nessa paz -
meio caótica,
meio gesto perdido
no mar de perguntas
que nunca se calam.
Olho o tempo do tempo,
a ida -
e todas as sem voltas
que fiz
à mando
do senhor
das três portas
e tantas escadas.
Espio a janela
do tempo profundo
e sei -
bem sei:
de espelhos
não quero mais ter.
Porque me basta um
para meus próprios olhos
ver
chorar.
Se levanto o olhar,
me jogam abismos
que não sei mensurar
o tamanho
e a força.
E ainda assim…
sei que me alvoroça
esta paz
meio caótica,
meio gesto perdido
num mar de perguntas
que nunca se calam…