Ela até tem plano de voo,
percebe que o rio leva
o tapete de folhas mortas
e pode contemplar
a pista de pouso,
mas... ainda não sabe
se tem autorização para pousar...
Quando a dor abriga
o silêncio da lágrima
e o coração sabe sustentar
esse silêncio...
quando a alma sabe
o peso de uma lágrima
e mesmo assim oferta flores
sem implorar pelo sol...
então... não há
tempestade de dor
que apague o vicejar
da primavera
e os rastros e sinais
de uma invisível
pista de pouso...
Maria.