Também há poesias em mim
que são soluços inteiros…
Uma dor que não vivi -
quando os céus
rasgaram bombas sobre os homens -
mas hoje senti…
e sinto sempre de novo.
Surge assim - um nó no peito,
uma lâmina que corta -
e doem seus soluços.
Fica-se sem respirar.
Tenta-se engolir o nó -
sabendo que tanto se pode
voltar à vida… como sufocar.
E de sufocamentos
em sufocamentos… sigo.
Rasgando palavras
que ainda não foram inventadas -
nunca foram escritas -
para deixar manchado de lágrimas -
com a dor de soluços inteiros -
este velho pergaminho do tempo.
Mergulhando fundo na A Vida e Arte de Stanisław Szukalski