Ser
raio,
estrondo,
chuva,
Mar…
deixar-se
transformar.
Quando algo se finda -
há sempre
o novo
a nos aguardar.
Ver o sagrado
em cada forma,
fazer colóquio profundo
com a prece,
o mantra,
o canto,
o recitar.
O tempo pode parar —
mas a alma…
se expande,
se transforma,
e como a Aurora Boreal,
voa,
dança,
muda de lugar.