Não sei
comercializar
castelos,
mas compro
janelas de palavras
na noite insone.
Burilo letras
como quem
amacia pedras
e falo mil línguas
dizendo quase nada,
cuspindo
uma letra Só.
Sem vista panorâmica
para o lado de lá
da janela
do tempo profundo
faço cruzeiros
pelo Mar de teu nome.
É onde me acho.
Nas viagens
pelas águas
de teu corpo
longínquo
(hoje tão perto -
quase tocável),
pés na areia
de quentes maresias,
coração preso
nas ondas deste Mar!