Maria
Prosa e Poesia
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Textos

Ainda

Num tempo de memória dos sentidos, vasculho palavras antigas ainda latentes. Nada mudou no calendário da vida. Continuo caminhando a estrada de duas pegadas, carregando dois olhos invisíveis embutidos na janela do tempo profundo. Sei que bate um coração. Sei que há uma voz, mas se cala comigo. Fala de si... sim... isso posso sentir. E a dor da ferida que sangra naquele peito corta fundo o meu... o sangue jorra em palavras... escrever é o que me salva. É o que me mantém viva... ainda...

Maria
Enviado por Maria em 10/05/2026
Alterado em 10/05/2026
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