Ando trôpega de mim,
passante do tempo,
em linhas e cumes apressados,
engravetados de sonhos -
que no balcão da vida
jamais se encerram...
Componho poemas de escrivaninha
e me envelheço vestida de versos,
alma inata de palavras
e profundidades interiores...
É que me dói a necessidade
da mão de cinzel...
E nasce, voo incerto
de pergaminhos,
um poema necessário,
tonto, alienado, mas...
aternurado de meiguices
e sentimentos interiores...
Maria.