Entre achados de luzes -
você, homem plumado
em medos de amanhãs.
Disto também fui -
modelada em pavores
e sombras de iniquidades.
Disto me libertei -
agora sou pluma ao vento.
Danço canções e faço pausas
em notas que eu mesma criei.
Não permeio igualdades
e por isso, vivo nas sombras.
Sou a menos ouvida dos menestréis,
mas continuo tecendo melodias
no tampo da mesa.
Não tenho inimigos
e de amigos estou em falta.
Todos se afastaram -
por comodidade,
por indiferença,
por mera falta
de identificação.
Se assim sou, assim sou.
E me angustiam os dias
que passam lépidos,
sem nunca poder ver
tua cápsula espacial pousando
em meu Mar de Amor.