Não tenho galenas
e meu mar é feito
de pedras e musgos,
potes de ouro adornados
de sonhos e utopias.
Sou o Amanhã
que ele sempre adia.
Inalcançável me faz
o seu coração
medrado de medos
e escolhas de vida.
Em meu navegar olho o céu
e converso com as estrelas -
para tentar compreendê-las
e fingir que para mim piscam
seus poemas de luz e calor...
São meus pequenos
rituais de amor.
É quando fecho os olhos
e a poesia me invade,
feito apanágio
de pequenas felicidades.