Restolho meu pensamento
pensando em lugar nenhum.
Não tenho guerreiros
guardando minha porta madeira.
Solita perfaço um poema
de madrugada.
Sou Sombra na Noite antiga.
É que vivo de versos -
deles bebo e regurgito -
entranhados de sonhos
que, hoje - sei - são só
utopias e luzes
que guardo no coração à amar.
Tenho terras
neste recanto
e não semeio discórdia,
mas permeio lugar
entre os poetas -
alma antiga,
sempre a sangrar.