Maria
Prosa e Poesia
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Textos

Bardo Amor

Dele - recebo

lampejos de poemas,

sempre perdidos em dores

de não ser amado.

 

É dono do meu coração,

mas o lamenta impossível

e inalcançável -

nele não almeja tocar.

 

Semeio o sentimento,

traço o voo,

mergulho no Mar

em busca de suas

profundidades, mas -

à superfície vomitada -

sou preterida, expulsa

como inimiga, indiferente,

um nó (in)golível -

que ao fogo do afastamento

é preferível jogar.

 

Hoje não peço

perdão por amar -

sigo meu Poetar.

 

Já não subo mais os degraus

para o céu do terceiro andar.

Sento sozinha em meu banco,

abraço o dever

e, por dentro eu choro...

depois, em silêncio,

barda de amor - pinto

luzes e amor em meu poetar. 

Maria
Enviado por Maria em 15/05/2026
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