Maria
Prosa e Poesia
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Textos

Pão e Poesia

Colho o trigo, amasso pão -

e o poema soluça

entre as brasas quentes

da verve urgente

e (des)engrenhada.

 

Não poeto por vagar -

danço com as palavras

para tentar me expressar.

 

Não me faço rainha

de povo nenhum,

pois não sei cartografar

os territórios da alma.

 

Poeta de claros e escuros,

mastigo palavras

como quem cerzi névoa:

assim, assim, no tranco

delicado e quente.

 

No fogaréu de palavras

queimam os dedos da alma -

e as faíscas podem ser vistas

entre as estrelas

que recebem o trigo, o pão,

o soluço do coração. 

Maria
Enviado por Maria em 15/05/2026
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