Tricoteio reticências
entre o não dito da noite.
É que escrevo nas margens,
deixando pegadas
pelas beiradas do mundo.
É por onde trafegam almas bardas
e seus campanários de palavras.
Tento achar uma só
que me expresse a vastidão da alma,
que consiga cravar em seu peito
e abraçar seu coração.
Mas sou pobre em costurar letras.
Por isso, tricoteio reticências
entre o não dito
da noite que se finda... ... ... ...