Às vezes
rodopio nas águas
igual gôndola perdida
num rodamoinho
de angústias sem fim.
É quando
o pêndulo da vida
vai de um lado
a outro
do mar da vida
e não me traz
o futuro sonhado
pra dentro da minha.
Tudo fica
no sonho,
na utopia…
na espera
que já é
de quatro mil séculos
passados.
Qual gôndola,
dou voltas
em torno
de mim mesma,
como esse eixo quadrado
do caminho do tempo.
Tudo isso
porque sigo
em busca
desse caminho
que não seja
de um.
Auguro
a perenidade do amor -
nossas vidas
entrelaçadas
num único
Mar.