Talvez a resposta para a inércia dele e seu envolvimento com um amor perto, jovem e controlável por ele, seja mesmo a incompatibilidade de profundidade, de linguagem existencial, de forma de viver o amor que eu tenho. Não o estou desumanizando, mas reconhecendo, finalmente, que ele tem limites fortemente delimitados com a profundidade do meu pensar, amar e viver . Ele tem medo de amar (e eu já achei que ele havia perdido esse medo). Ele tem medo do amor verdadeiro, pois sabe que é eterno e que mergulhar neste poço de profundidades é nunca mais dele querer sair. Por isso, escolhe viver amores que sabe - passageiros - somente eternos enquanto durem. Posso estar enganada, mas isso não importa mais. Não sou escolhível para seus padrões - não sou seu perfil. Fui preterida tantas e tantas vezes no tablado da vida do tempo da sua vida. Hoje não peço mais nada. Nem imploro mais. Não quero destruir, não quero punir, não quero apagar nada. Sofro pela impossibilidade de viver plenamente o sentimento que reconheço como amor antigo, amor de longa data - o amor verdadeiro. Hoje, só quero seguir em paz o meu caminho, carregando o amor em meu coração enquanto os meus pra dentro escorrem em tristeza dos olhos. Sigo, aceitando as mudanças impostas, o silêncio dele, sua demora em ter vindo (seu não ter vindo - para o abraço, para o beijo tão esperado), sua demora em nunca "me falar", aceitando suas paixões escolhidas para receber seu amor e carinho e... o tempo que ainda me resta para "sobreviver" à dor e à tristeza que explode em soluços inteiros dentro do peito.