A vida
não explica muita coisa.
Ela é explicada
por nós.
Na forma
como gerimos o tempo,
como caminhamos
sobre a espuma do dia.
Hoje olhei
a janela da vida
e percebi
uma tênue textura de névoa.
Há vida, pensei.
E o coração disparou
em quenturas
por só disso saber.
Entre os tombos do dia,
a alegria
de a vida estar lá.
Estacionei os olhos
na janela
do tempo profundo.
Tão perto, pensei.
Tão perto…
e, ao mesmo tempo,
tão longe
do toque das mãos -
fazendo morada
em meu coração.