Maria
Prosa e Poesia
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Porta do Tempo

Um silêncio gigante desceu como névoa

pelas montanhas da porta do tempo.

Um silêncio cinza rodando lento,

carregando meu peito em seu ventre.

 

Vem e vai com a força dos tornados em ebulição.

Seu vento sísmico vira as últimas páginas do livro

que uma única vez escreveu meu nome

e depois - para sempre - o apagou.

 

Mas, o silêncio se agiganta no tornado do dia

carregando consigo meu nome -

meu nome esquecido num quarto vazio

marcando as horas para ninguém.

 

Os dedos amortecidos como o coração,

tentam cruzar o lento girar das coisas -

buscar em algum lugar o alento,

uma luz, cores, uma carícia de vida.

 

Encontram apenas rastros do meu olhar

e meu nome bem guardado no passado

de uma eternidade pequena e sufocante.

Maria
Enviado por Maria em 25/05/2026
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