Maria
Prosa e Poesia
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Textos

Assombro do Poeta

Agora sou fantasma,

que mora num campo morto,

cujo peso assombra a noite do Poeta.

 

Sufoco sua alma

com minha existência absurda.

Sou a ausência tão sentida,

a fumaça que sufoca e cala.

 

Minha existência se corrói

na pedra triste e escura.

Na mortalha erma da fria pedra

já sou passado.

E disso ainda não sei.

 

Agora sou fantasma,

que mora num campo morto,

cujo peso assombra a noite do Poeta.

E disso hoje eu soube...

Maria
Enviado por Maria em 25/05/2026
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