Agora sou fantasma,
que mora num campo morto,
cujo peso assombra a noite do Poeta.
Sufoco sua alma
com minha existência absurda.
Sou a ausência tão sentida,
a fumaça que sufoca e cala.
Minha existência se corrói
na pedra triste e escura.
Na mortalha erma da fria pedra
já sou passado.
E disso ainda não sei.
Agora sou fantasma,
que mora num campo morto,
cujo peso assombra a noite do Poeta.
E disso hoje eu soube...