E sente a Poeta a própria ausência,
Nasce a palavra sem defesa - direta, fria.
Não é metáfora - mas também não é terror.
O fantasma foi lembrado, ficou: foi Amor!
E a névoa existe e tudo cobre sua mortalha.
Pode ser vista, invade, é - não é, tocada!
É memória em outro - em fumo se espalha,
Espectro da Vida - para sempre lembrada!
O campo morto - a noite como mortalha,
a presença da morte - a matéria viva.
Observa o pássaro - ouve-se o grito da gralha.
E o Poeta, sozinho, pela sombra cativa,
recolhe do silêncio a dor que não se cala
e faz do próprio assombro a canção que o aviva.
Inspirado Num campo morto segue o Poeta
de ThiagoRodrigues