Não faço parte do jogo dos indecisos.
Não faço plantão na esquina
esperando quem decidiu não vir passar.
Sei o que quero e para onde vou.
O que é, é.
O que não é, não é.
Se não é,
penso que nunca será.
Por isso, sei que aprendi -
assim, assim - da forma mais dura
a desistir do que nunca foi.
Dói até a amplidão,
mas é libertador.
Agora, reabilitada pra vida,
vivo o instante,
a Hora de Agora.
Enquanto o ponteiro do relógio gira
me afogo de lágrimas
neste pomar dos alagados.
Posso morrer de amor,
mas de uma coisa eu sei:
não faço parte do jogo dos indecisos.
Nem faço plantão na esquina
esperando a vida - que já se foi pra longe
para os braços de Plutão - passar.