Não sou apaziguadora
de feridas -
pensei que fosse - não sou.
Pensei ser a entrada
para a casa sagrada dos eternos -
pensei que fosse - não sou.
Pensei ser imagem de amor
no coração de alguém -
pensei ser, não sou.
Acreditei ser
a resposta pra felicidade dele -
pensei ser - não sou.
Sou o resto,
o trapo,
o nó.
A poeira e o silêncio,
a dor cravada e factível
na gênese do meu ser -
por isso: não mais sou!