E o Poeta ao cair da tarde – se assenta a ouvir
Para escutar, no silêncio, o próprio coração
A tarde é corpo, olhar, sentimento - o porvir
E a noite em seu mistério desenha a canção.
Que não seja o ocaso morada em si,
nem termine no entardecer da alma em calma.
Pois a lua aqui canta e acende luminares...
Enseja paz, amor, luz, auroras e novos ares.
Reconhece o astro esse lugar de dentro
e mesmo o ocaso faz acender estrelas
para à penumbra algum clarão ofertar.
Que o dia nasça no fulgor do sol primeiro,
e o poeta em si nova canção venha a cantar,
para que o coração encontre a paz inteira.
Inspirado em Canções do Anoitecer
de Thiago Rodrigues