De cruz em cruz me perco em baús de sentimentos selados e matizados pelas moléstias e dor. Esperava o Sol brilhar Luz, esperava a carta milagrosa, a certeza, estar viva perto, dentro, junto e não perdida num território longínquo olhando um céu que não existe mais, que escureceu de mim a sua luz. A canseira faz a Vida e nos meus momentos de sombra e escuridão ajoelho fugas interiores para a pedra de toque da casa de ontem. Sozinha eu choro! Me perco no pó das palavras, no puro breu dos sem sentido... Foi me dito que devo parar de sonhar. De cruz em cruz me perco em baús de sentimentos selados e matizados pelas moléstias e dor.