São como presságios, os pensamentos:
sombrios, inquietos - rondam a alma;
incômodos, insistentes - jamais suaves.
Vejo que me habitam - perturbam a calma.
E a alma - sensível, bela - de dor marcada,
transita quieta a melancolia do entardecer.
Consciente, se ouve - acolhe-se na escuta.
São flores do deserto - beleza árida da escassez.
E os sinos plangeiam o destino enevoado,
o desamparo existencial - falta direção, luz...
E o coração busca: onde o ser amado?
O tempo não é neutro - ele chama, conduz.
A finitude - destino inevitável - jaz selado.
No medo, na aridez - a esperança reluz...