Maria
Prosa e Poesia
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Textos

Sinos que ao longe plangeiam

São como presságios, os pensamentos:

sombrios, inquietos - rondam a alma;

incômodos, insistentes - jamais suaves.

Vejo que me habitam - perturbam a calma.

 

E a alma - sensível, bela - de dor marcada,

transita quieta a melancolia do entardecer.

Consciente, se ouve - acolhe-se na escuta.

São flores do deserto - beleza árida da escassez.

 

E os sinos plangeiam o destino enevoado,

o desamparo existencial - falta direção, luz...

E o coração busca: onde o ser amado?

 

O tempo não é neutro - ele chama, conduz.

A finitude - destino inevitável - jaz selado.

No medo, na aridez - a esperança reluz...

 

Maria
Enviado por Maria em 14/06/2026
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