Na penumbra de antigas quaresmeiras,
o olhar ermo e próximo contempla,
o canto monástico, a voz entre as leiras,
o passo de luz na bruma densa.
E segue a monja o seu rosário,
os dedos em contas de oração,
os pés em silencioso calvário,
ao ermo, um anjo, pedindo proteção:
que a paz lhe tome a alma em seu lagar,
que o tempo cure a dor sentida,
e o ermo encontre no amor o Lar.
Que lhe sare as chagas, as feridas,
e possas na Vida voltar à acreditar
e seu coração ao amor dar guarida.
Inspirado em texto de ThiagoRodrigues