A dor das pedras e do Mar
E segue a Lua - a passos lentos,
a alma nua vestida de brumas.
Melancólica e triste, segue o vento,
nos lábios o choro, antigo lamento.
Não uma mulher exuberante e solar.
Seu canto - flores marcadas pelo tempo.
Não ilumina o dia - em seus festejos,
mas a noite fria com sua presença lunar.
E segue, silenciosa e triste, pelos ermos,
conhece a dor das pedras e do Mar...
No peito o amor que nunca irá abandonar.
Há almas que não nasceram para o sol,
mas para velar os sonhos impossíveis
enquanto a noite passa lenta e devagar...
Inspirado num texto de ThiagoRodrigues
Maria
Enviado por Maria em 14/06/2026
Alterado em 15/06/2026