Estendo as mãos em contratempo
sobre as teclas vazias e mudas.
Um silêncio tristonho
se agiganta à realidade.
Sonhos se desfolham à visão.
Talvez se percam
num céu vertiginosamente cinza.
No peito uma música insípida cresce.
Campos desertos se estendem no vazio.
Estiagens congelam-se dentro d'alma.
Pássaros descem e sobem escadas -
em uníssono - em todos os tempos.
Eu... desço à terra... abaixo do chão...
bem abaixo... bem abaixo do chão...