Maria
Prosa e Poesia
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Textos

Oceanos Navegáveis

Também arrasto meus fantasmas

pelo rés do chão.

Nas asas o peso do não voar...

Nos olhos, janelas abertas

para ver a chuva passar...

Às vezes, às vezes chove

em meus pra dentro...

Em meus oceanos navegáveis...

No apagar sereno do tempo

um Sol Maior me expõe

em meus abismos e céus...

em minhas estiagens e necessidades

ou na secura dos galhos e das folhas...

São minhas pequenas misérias -

e as minhas pequenas vitórias -

que me jogam nua ao alto-mar.

Meu canto de solidão e amor nasce ali...

nas asas pesadas... no rés do chão...

por isso, também preciso

retirar dos olhos as folhas mortas...

Buscar de um tudo o Mar...

meu oceano navegável...

Para amainar a dor do não voar

e apagar as ausências do meu olhar.

Maria
Enviado por Maria em 19/06/2026
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