Maria
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Textos

Último Poente

A cada manhã se acende o morrer.

Um dia a mais, um a menos.

A matemática da vida

no Pêndulo de Foucault -

incansável, esgueira,

engole pedaços de vida

como se vida não houvesse...

 

Antes inocente,

hoje sei:

neste estar humano

aguardo o Último Poente -

sem margens para aportar,

sem encruzilhada para fugir .

sem asas para avoar!

Simples assim: Só, ir...

Maria
Enviado por Maria em 20/06/2026
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