Maria
Prosa e Poesia
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Textos

Tangendo Poemas

Sigo, tangendo poemas

em meu velho violino,

o Amor na palma da mão.

 

Se me inclino

aos lampejos antigos das estrelas

é porque me falta alimento

para o espírito versar.

 

Por isso, me calo.

Falo, me calo.

Me calo!

Como um Poeta

do subsolo

se calou para o Amor.

 

Mas, enquanto o dia não vem,

sigo, tangendo poemas

em meu velho violino do tempo.

 

E o tempo de névoa e frio

no horizonte me diz

que todos os dias

há novos anoiteceres

e se eu morrer num deles
partirei como a dor de Llitch -
acesa em chamas - 
que um coração de amor
jamais logrou extinguir.

Maria
Enviado por Maria em 20/06/2026
Alterado em 21/06/2026
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