Maria
Prosa e Poesia
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Textos

Olhos de cimento e asfalto

Talvez também tenha olhos de cimento

que giram sombras nas palavras ditas

em um tempo que não mais volta

e que silenciou em ti o que não houve

- meu poema crivado de saudades -

na quietude fria do concreto.

Se teus passos se vestem

de belas e amorenadas Flores

suavizando dores, ruas, asfalto,

tocando as pedras

de paralelepípedos infindos,

- em teu correr ou

andar cambaleante

de nossos infinitos

que em ti adormecem -

sabes que me encontras

sempre debruçada

por sobre o abismo de poemas

em teus versos triscados de céu

inundados de néctar dos eternos

- também de dores e tristezas -

na terra pura e fértil

de um recanto de letras.

Estou sempre ali -

angustiada e ansiosa -

buscando palavras

que me falem de Amor.

 

 

Maria
Enviado por Maria em 25/06/2026
Alterado em 25/06/2026
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