Guardo saudades
em meus pra dentro.
Tantas me rondam a alma
enquanto laivos
de um rio que não se cala
rasgam a face.
ELE esquece meu nome,
mas o fantasma dos meus olhos
pisa fundo para o lembrar.
Falam do genuíno
sentimento.
Do que habita
as cavernas do coração.
Do que imana da alma
enquanto o rio,
que não aprende silêncios,
volta a rasgar a face.
- Saudades minhas?
Saudades suas!
- Te espero!
- Me espere: teus olhos
ainda vivem em mim!