Desgarrado
O Poeta faz-se folha ao vento,
num vagar silente - identitário.
Segue em voo - deslocamento.
No peito, dor. Nada imaginário.
Não, a dor não é metáfora...
É o fogo quente do Calvário.
Não há paz - só triste azáfama
No peito, a dor faz seu herbário.
A folha voa - foi arrancada
O Poeta escreve - foi deslocado
de um amor - a mulher amada...
Ela tem lugar em seu passado.
Mas no peito ainda tem morada.
E segue o Poeta - do caule desgarrado.
Inspirado em texto de ThiagoRodrigues
Maria
Enviado por Maria em 29/06/2026