A voz que plange como o sino,
traz a beleza transitória,
o olhar cerúleo de menino,
a lágrima antiga na memória.
O olhar se perde entre a bruma,
como um sopro de melancolia.
Nos céus em fase a branca luna,
que de longe lhe sorria.
Ao longe o astro lento ia,
no céu o rastro da saudade,
na terra o Poeta em elegia.
No peito, a face amada arde,
a dor que o mundo ainda não lia,
um novo respirar à alma invade.