Vicejam sonhos
no peito aberto à luz.
Sonhos de quatro olhos argutos
se espiando pela janela
do tempo profundo
enquanto o coração acelera
por entre o maquinário do peito.
Se o céu é nosso espelho
somos como aquelas
borboletas migratórias
que o percorrem em busca
de territórios sagrados
e ninhos de esperança e luz.
Que a ânsia de vida nunca se cale
e que nosso amor seja
geografado de eternidade
à luz das estrelas
e do universo
que construímos juntos.