Maria
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Textos

Alforge dos dias adversos

Quero sentir minhas próprias palavras,

como sinto a noite bela e negra

arranhando minhas entranhas.

Guardo essa chama alada dentro do peito

como o universo guarda o canto das estações.

 

Minhas inquietudes, meus desassossegos

são o prelúdio insólito do inverno de nossas vidas.

E que ele não chegue antes de vivermos o sonho.

 

Quero sentir minhas próprias palavras,

como sinto a noite bela e negra

arranhando minhas entranhas.

 

Por isso, adormeço os meus versos

e bebo a água das palavras não escritas.

Aquelas que carrego no alforge dos dias adversos,

antes que chegue o inverno de nossas vidas.

Maria
Enviado por Maria em 11/07/2026
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