Falo da autenticidade da alma -
que precisa sentir a palavra que nasce.
Como a noite que atravessa o corpo
arranhando minhas entranhas.
Que suas asas continuem sussurrando
o próprio ritmo, o silêncio que minuana os prados
quando a música soa nos canyons profundos da alma.
Caducam as folhas de dentro
e caem sobre os paralelepípedos profundos
que vestem o espírito conturbado de sentido.
Amadurecem versos neste caos da memória,
pois a poesia também nasce do silêncio...