A voz que fala reconhece a passagem do tempo, a perda, a finitude, o esquecimento, a morte das horas. Ela sabe que “vem pedra sobre pedra” e que a ampulheta continua descendo suas areias sem pedir licença. Mas, mesmo sabendo disso, continua acreditando. Não ingenuamente. Não porque ignore a realidade. Mas porque sua natureza é acreditar, é amar.