Ela nasce de dentro, como paisagem interior.
No dorso leva o movimento, mesmo quando é dor.
Não contempla o ocaso: caminha através dele.
O tempo não se suspende em contemplação -
É movimento, rio, mar - é deslocamento...
Paradoxal, é começo, manhã, nascimento.
É também fim, promessa tornada passado.
Aceita o crepúsculo, mas vive a travessia.
Em mantras, alvores, mãos de luzes e cores,
continua sendo o que sempre foi: Poesia.