Também busco a poesia e a poética da vida, não abandonar a profundidade, mas descobrir que ela também pode ser habitada pela serenidade. Não uma serenidade ingênua, conquistada pela ausência de dor, mas aquela que nasce depois de olhar o abismo e, ainda assim, continuar ouvindo o passarinho cantar. Isso, para mim, é uma forma muito bonita de reconciliação com a vida. E por isso, o conselho de dar vida a meus dias torna-se alento em meu cotidiano viver.