Penso que vivemos um estado raro:
aquele em que a presença de si
não exige testemunhas,
mas silêncio.
Distantes do mundo,
mas não ausentes de nós mesmas.
Sós,
mas não vazias.
Fechamos as janelas para o mundo
não para nos esconder,
mas para respirar melhor
em nossos pra dentro.
Há silêncios que não são ausência.
São morada.