Talvez exista um paradoxo no coração de muitas mulheres. Elas falam, contam suas histórias, expõem suas alegrias, suas dores, seus medos. Desejam ser compreendidas. Mas, no fundo, preservam um território que não entregam por inteiro. Não por desejo de ocultação, mas porque há uma parte da alma que só existe enquanto permanece mistério. Talvez toda intimidade verdadeira conserve uma margem de silêncio. E, enquanto atravessam a vida, buscam amar e ser amadas não pelo que fazem, pelo que oferecem ou possuem, nem pela beleza que o tempo transforma, mas pelo que são. Buscam encontrar alguém que reconheça, na singularidade de sua existência, uma presença capaz de fazer diferença na vida do outro.