E ela imaginava o Sol, seu halo luminoso a tocando, imaginava-se oceano em suas profundidades, em todo seu mistério, em seu desalinho de segredos que guardam imensidões nas águas de amor... Ela imaginava-se o grito, as sirenes das brumas, o doce abrigo da liturgia das palavras, do calor que evocou um abraço tolhido pelas "atividades" das marés, pela "inatividade" de quem se diz amar... E ela imaginava-se um sonho, a essência de um sentimento, o meigo cultivar de uma semente de silêncio e amor... E, das pequenas cápsulas que se soltaram ao vento para cair ao solo de um coração que se pensava sedento, nenhuma alcançou seu intento - a tempestade as levou. Talvez seja isso a vida: fragmentos, restos, pedaços de um essencial que ((não)) emergirá no obscuro e inconsciente de um dia que ((ainda nunca)) foi...