E o dia se assombra
de esperas e procuras.
Esperas sobre a Vida,
procuras por palavras e luzes
que me toquem o coração
e a face em amor.
Abro bem grande as janelas.
Deixo o sol entrar,
o cheiro do tempo me falar.
Sinto a perda que ronda,
sinto lamento muito.
Não paro de pensar.
Pauso o tempo nas páginas
deste antigo pergaminho
de palavras.
Cada pausa é moradia da alma.
E, o dia, silencioso, se assombra
de esperas e procuras.