Maria
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Textos

A ferida das perguntas

Não sei deixar emergir meus fluxos interiores. Não conheço mais os meandros de meus pra dentro. As mesmas perguntas de outrora me importunam a noite: quando? sempre? ontem, talvez (passado ou presente ou futuro?) - tem um tempo? Verbal que seja... As mesmas perguntas que feriram o Poeta, o filósofo, o sociólogo, o cientista, o homem que pensa que sempre fez de suas perguntas, de seus questionamentos, pensamentos mais íntimos, o esplendor, o meditar, de e sobre a vida... Talvez, por isso, eu deva ((talvez)) dizer: E deixa as águas agonizarem desejos, diminuírem sonhos.... porque, quando a pedra fria cobrir o exterior e o interior em ebulição, quando a "atividade" for mais forte do que o sentimento... o amor clamará e não será mais ouvido e a própria página (ou o jardim que não é de pertença) será de uma primeira parte desses meandros... que, creio, serão as primeiras linhas de um novo tempo de caminhada rumo à mesma - já vivida - estrada da solidão. E, as notas escritas serão jogadas ao chão... e os lábios sedentos se fecharão, os dedos se calarão no campo aplainado da Poeta das Pedras, na língua solta que ((não)) exprimirá melhor seu/meu sentimento, a dor da perda, da entrega ao manto de todo ((des?))amor...

28/07/2026

Maria
Enviado por Maria em 01/08/2026
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